Estou cansado de tanto criticarem a America!
Como se sabe, desde o 9/11 que sou contra a Administração Bush, não contra o Povo americano, nem contra a América. Devemos muito à América desde a IGM e desde à IIGM. Devemos à América a reconstrução de uma Europa destroçada por essa Guerra, e a implementação na maior parte dos países, de então, da Democracia. Devemos ao Povo Americano, aquele que vive, sobretudo, em pequenos Estados, e mesmo nos grandes, uma cultura sem precedentes - não me refiro ao McDonalds e tudo o que é porcaria importada de lá. Refiro-me à arte, à literatura, ao cinema, à astronomia e ao desenvolvimento espacial. Tudo isso nos influenciou e sempre nos foi dado em parceria, com os americanos.
Não considero a América de hoje um Estado Fascista, como muitos defedem, mas uma Democracia musculada, e em certos apectos, um verdadeiro Estado-Polícia; assim como não considero nem a Venezuela, nem a Rússia Ditaduras ou Estados-Fascistas. Ambos os países também têm laivos de Estado-Polícia, mas continuam a ser Democracias. E todos os Estados-Polícia ou Ditaduras têm sucumbido perante a Democracia, felizmente. Restam poucos, cujo maior exemplo é a China, e que caos vai ser quando se desagregar.
E porque considero o Estados Unidos um Estado-Polícia, e porque este vai ser sucumbir em Novembro de 08? - sou um optimista.
A administração Bush tem violado, os direitos mais fundamentais dos seus cidadãos, devido ao 11/9, e ao medo que impõem criando falsos alarmes de terrorismo, tudo para provocar medo, e para os cidadãos cederem mais direitos em troca de segurança.
Tudo começou com o Patrioct Act, que permite a maior devassa existente no mundo ocidental na vida dos cidadãos. Escutas ilegais, condenações sem julgamentos dos próprios cidadãos, não porque serem terroristas, mas por se oporem à Administração. Prendem também activistas sem justa causa por período indefinido, o que deixa os familiares indignados, com medo, assim como o resto da popuçaão Estas são características básicas dos Estados Fascistas ou Ditaduras que conhecemos.
Para além disso, existe verdadeiramente, tortura nos EUA, mas não em sentido formal.
Cidadãos, como referi em cima, sejam ou não suspeitos de terrorismo, são colocados em gabinetes vazios durante horas ou dias a serem interrogados, não os deixando dormir senão por poucas horas, despem-nos para verificar se existe ou não nos seus corpos qualquer vestígio que os incrimine. Vejam-se nessa situação: nus e os vossos orifícios a serem inspecionados à procura de qualquer indício, quando não são terroristas. Imaginem a tortura psicológica que os familiares dessas famílias passam por não saberem dos seus queridos familiares. Pensem nas horas sem dormir e nos interrogatórios agressivos sem fim. Com tanta humilhação quanto tempo aguentariam sem declarar a vossa culpa.
Isto é tortura? Não. Não há violação física, não provocam danos físicos, não dão choques eléctricos, não os afundam em água até desmaiarem para os fazer confessar; ou seja, contornam a lei.
Pode-se dizer que o mesmo se passa em Guantánamo. Os detidos são colocados em cubículos de 2 por 2 metros, não podem comunicar uns com os outros, não lhes fornecem o Al-Corão, os guardas visitam os detidos com cães (o animal que para os muçulmanos é maldito e satânico), e as saídas das celas é reduzida, isso passado dias ou meses no cativeiro, o que provoca verdadeiras lesões oculares. Os detidos são obrigados a efectuar as suas necessidades fisiológicas nas suas celas, as suas cama são mínimas, assim como a alimentação, por vezes à base de porco.
Há tortura física? Não, nem num caso nem noutro. Há tortura psicológica. Muitos dos detidos já enlouqueceram. Há violação dos Direitos Humanos? Obviamente que sim!
Praticaram, de facto, tortura física, usando aviões que circularam no espaço aéreo de outros países, para não serem consiferados em termos formais, uma Ditadura.
A América vive, já em plena campanha eleitoral, e a mais que provável furura Presidente, Hillary, aprovou o Patrioct Act, bem como a intervenção americana no Iraque. O Patrioct Act foi aprovado de noite, numa altura em que a maioria dos Democratas não se encontravam no Senado, ou muitos estavam cansados, e pensaram que seria mais uma proposta qualquer de um Senador. Tal acontecia, e muito, no Senado. Aprovavam sem ler e sem terem o mínimo conhecimento do Diploma em causa. A partir daí os Democratas, sobretudo, passaram a reflectir mais sobre o conteúdo dos Diplomas apresentados no Congresso.
Kerry votou a favor do Patrioct Act, e Hillary também. Desculpam-se que na altura foram negligentes, e não se põe em causa a boa-fé destes dois Senadores. O certo é que depois, Kerry era a favor de uma restrição do Patrioct Act e não da sua revogação total como defendia Nader. E perdeu.
A posição de Hillary tem sido ambígua neste aspecto; nos debates ora defende a revogação, ora defende uma limitação acentuada do Patrioct Act, tendo em conta sempre as sondagens, para agradar aos Democratas mais conservadores do Sul americano, outras vezes piscando o olho para os mais liberais do NY, California e Middle West.
Quanto à posição da permanência da guerra já coloquei ali um texto sobre essa questão. Obama é a favor da retirada imediata das tropas americanas do Iraque e da Revogação do patrioct Act.
Hillary não, e com certa razão. Para ela, essa retirada deve ser faseada até existir garantias suficientes de segurança no Iraque; afinal, foram e são os americanos os principais responsáveis por aquela situação. Concordo plenamente com esta solução, e com a Revogação imediata do Patrioct Act defendida por Obama. Coloca-se aqui um problema, e se nunca existir paz e segurança no Iraque? Hillary está a passar um cheque em branco ao Governo Iraquiano.
Mais, no Afeganistão, onde nós, portugueses também estamos, juntamente com a NATO, há uma situação de guerrilha, não de guerra convencional. E todos sabemos que uma guerra de guerrilha pode durar eternamente. Sinceramente, não sei quais propostas destes dois candidatos sobre esta questão. Sei, no entanto, que Hillary propõe para a solução iraquiana, uma proposta de Paz, baseada no financiamento do seu projecto nuclear civil, o que pressupõe que ela não acredita que o Iraque tenha a perigosa arma nuclear. Não sei a poição de Obama sobre esta posição, mas deve ser mais radical.
E porque a Democracia vencerá?
Os candidatos republicanos estão cada vez mais próximos das posições defendidas pelos Democratas, e asim estarão devido à maioria Democrata no Congresso. Quanto às questões fracturantes como aborto, casamento de homossexuais e outras defendem que devem ser os Estados a legislar e não o Governo federal.
São também a favor da retirada gradual das tropas americanas do Iraque e de uma alteração substancial do Patrioct Act. Quanto à pena de morte, continuam a defendê-la, mas também com a condição de que sejam os Estados a legislar sobre ela ou não. Hillary defende o mesmo, Obama defende o fim imediato daquela.
Há pois, esperança no futuro nesse Estado-Polícia, que o deixará de ser de forma total, ou mitigada, após as eleições democratas de 08. Assim como Chávez foi derrotado e Putin e o seu ultranacionalismo será um dia derrotado, quando a situação económica daquele país melhorar. Mas a última palavra incumbe, sempre a nós, os cidadãos que, democraticamente, sancionamos politicamente, os nossos Governos.
Adenda descontextualizada e para não ser levada muito a sério: provavelmente só volatarei a escrever /publicar aqui, no próximo dia 14 de Dezembro.
Etiquetas: America, America 08, Democracia




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